Fico esperando para que uma ideia espetacular me ilumine e consiga escrever algo que valha a pena ser lido. Não é fácil! Primeiro, não basta eu gostar do que foi escrito é preciso que as pessoas que lerão (espero) gostem; segundo, o assunto sempre é uma incógnita. Cisco daqui, cisco dali à procura de um tema e às vezes demora. Falando em ciscar na semana passada estive em Águas da Prata e em minhas caminhadas obrigatórias, não por recomendação médica, mas por desejo do corpo e da alma, apreciei muito aquela natureza exuberante. Águas da Prata é privilegiada pela natureza. A grandiosa Serra da Mantiqueira forma o pano de fundo para a pequena cidade. Também notei um trabalho muito forte de recuperação da cidade com as fontes funcionando, a cidade asfaltada e limpa e obras de recuperação dos pontos turísticos. Ouvi dizer que financeiramente a cidade está, finalmente, saneada e que já possui algum dinheiro em caixa. Quando o Samuel ganhou a eleição para prefeito, fazendo dobradinha com o Pedro como vice, sem lançar nenhum vereador, sem nenhuma base política que lhes desse uma sustentação política, ficou uma grande interrogação. Não pela honestidade e capacidade dos dois, mas pelas dificuldades que a vida política neste país carrega. Muita gente para atrapalhar e torcer para as coisas darem erradas e poucos para construírem algo melhor. O Samuel fez o simples. Cercou-se de pessoas competentes, trabalhadoras e que só visam o bem da cidade. Passados três anos vemos que a Estância vai muito bem e tem tudo para voltar a ser respeitada no cenário turístico em posição de destaque. Posição, aliás, que foi sendo apagada com sucessivos mandatos que nada conseguiram construir. Muito ao contrário, administrações que arrebentaram a cidade. Parece que ela, agora, reencontrou o caminho.
Falando em caminho, se tudo correu como imaginava hoje estarei em Aparecida do Norte. Já havia comentado em outra matéria que não conheço a cidade símbolo da fé Cristã no Brasil. Lá tem a maior Igreja do país, a Basílica de Nossa Senhora Aparecida, a nossa padroeira. Também já disse em outra crônica que gostaria de ter, pelo menos, dez por cento da fé que a minha mãe tinha, mas carrego um pouquinho e rezarei. Santo Agostinho dizia que através das orações é que conseguimos falar com Deus ou aos anjos que estão no céu. Melhor rezar para um anjo do que diretamente para Deus. Tenho comigo algumas teorias. Acredito que os anjos são como assessores do Poder Supremo. Por isso pedimos a interseção. É mais fácil alguém junto de Deus nos defendendo do que se quiser falar diretamente com o Todo Poderoso. Não tenho um santo de minha predileção, mas gosto muito da Nossa Senhora. “Pôxa, Fernando! Assim não vale!” Podem pensar. Digo que não quero sair na frente com a alta patente por ser a mãe de Deus, mas é a padroeira da minha cidade Natal: Nossa Senhora de Lourdes e a padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida. Quando morei em Indaiatuba trabalhava na Rua da Candelária. A rua abrigava a Igreja da Nossa Senhora da Candelária e todos os dias, antes de ir para o banco, passava pela Igreja que abria às 6 da manhã. Fazia uma reza rápida, coisa de cinco minutos, pedia perdão para alguns pecados leves, pois os pesados têm que ser no confessionário, agradecia algo de bom que acontecera e começava o dia bem mais confiante.
É isso.






























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