a envolver a tua pele
O abraço
a envolver a tua pele
FUTEBOL!
Sabem de uma coisa, não quero ver a vaca o que quero é beber o leite. O Felipão foi lá e escolheu vinte e três caras que não sei não. Acho que não vamos muito longe com o escrete canarinho desta vez. Cadê o jogador que possa com a sua genialidade decidir a peleja a nosso favor? Tem o Neymar, mas o danado continua emperrado quando o assunto é seleção brasileira. Vejam as Copas que ganhamos, sempre à frente, tivemos um jogador descomunal. Em 1958 Didi e Pelé, em 1962 foi a vez de Garricha, em 1970 era o auge da era Pelé. Depois do tricampeonato, tivemos um jejum de vinte e quatro anos. Sei que em 1982 todos acreditavam que poderíamos ser campeões, mas faltou-nos o diabólico! E o encomendado veio em 1986: Romário fez a diferença em uma Copa medíocre nos EUA. Depois, com outro fenômeno, ganhamos a copa de 2002. Não vejo Neymar (ou outro jogador) capaz de nos dar mais um caneco. Podemos ganhar pelo conjunto, podem dizer alguns! Não em uma copa do mundo, em que os melhores dos melhores se unem para celebrar o futebol.
Não critiquem minha descrença! Sei que alguns grandes cronistas se ocuparam em defender o nosso futebol contra tudo e contra todos, como Nelson Rodrigues, mas não tenho este ímpeto. Sou precavido, atiro a pedra pra ver se o vidro aguenta. Falando em vidro aguentar, São Paulo, Palmeiras e Corinthians foram para a caixa prego na Libertadores. Que coisa horrível a goleada sofrida pelo tricolor! Quanto ao Corinthians, sem comentários. Que coisa deliciosa o silêncio em São Paulo depois da eliminação para o Boca! Só um rojãozinho, vez ou outra, pipocava aqui e ali. Certamente não era de corintianos. E o jogo do Palmeiras então, no meio da semana, terrível assistir. O pobre goleiro, defendendo a meta que não era dono, deixou vazar uma bola por entre os dedos que os palmeirenses nas arquibancadas do Pacaembu, e nas salas de todo o Brasil, ficaram boquiabertos. Depois só chutões e bicudões para todos os lados. Foi difícil ver um passe de dois metros correto. Que pena deu da bola! Não sei quem, em qual época, disse que a bola é como a mulher. Tem que ser tratada com carinho.
Quando eu era criança, bola de futebol era coisa rara. Não tinha esse montão de agora. Mesmo os jogos amadores, dos melhores times das cidades, muita das vezes, só era servido por uma bola: a do dono da casa! Os visitantes, geralmente, não levavam a sua com medo de serem surrupiados quando de um estourão providencial de algum beque maluco. Se caísse muito longe, no meio do matagal, já era. Bola era tão difícil que quem tivesse uma no meio da molecada já garantia lugar no time titular e na posição que bem desejasse. O dono da bola montava o time, escalava, determinava a hora do começo e do fim da peleja. Em Águas da Prata, só para ilustrar, tinha o Davi sapateiro. Cuidava daquela bola com um esmero inigualável. Passava sebo, costurava e descosturava já que dominava o ofício. Se furasse, lá vinha o remendo na câmera de ar, e a molecada vivia a convidá-lo para jogar. A posição ele escolhia, mas não tinha problema, éramos vinte e dois craques em campo (tirando um ou outro). Hoje, o que vemos, são vinte e dois pernas-de-pau em campo, tirando um ou outro “má le má”!
Boa tarde! Eita tempinho esquisito. Saí de São Paulo na sexta-feira com frio e chuvisqueiro e cheguei em Águas da Prata com tempo limpo e calor. Depois de um final de semana maravilhoso, com muita festa e tempo bom, aniversário de meu afilhado Antônio Augusto, retorno à capital. O sol e calor da minha querida estância troco novamente pelo frio e o tempo feio. Por volta das 10 da manhã, uma caminhonete passou-me dando sinal de luz, atrás uma bandeira do Santos. "Estão indo para a Vila assistir o jogo!" Comentei com a Luciane, a Letícia dormia no banco de trás. No trevo de Mogi-Guaçu, deu seta e entrou. Acho que não, talvez algum churrasco na casa de um amigo para assistirem o jogo. Depois da parada obrigatória no Graal Bandeirantes, água, salgado e chiclete, novamente estrada. A caminhonete deixo-nos poeira próximo ao Rodoanel! Realmente vão para a baixada, acho que passaram no Guaçu só para pegarem um amigo. Deu-me uma saudade danada daquelas bandas. Santos já é uma festa em dias normais, final de campeonato nem se fala. Os bares lotados, as padarias empinocada de gente, fogos, bandeiras, uma festa. Lembrei-me de minha amiga Vanessa e do meu amigo Thiago. Ela santista e ele corintiano. Não teria problema se não vivessem sob o mesmo teto. Nossa! Acho que lá sim a temperatura vai ferver. A Vanessa não gosta de levar desaforo e o Thiago tem a vantagem de ter o melhor time do campeonato. Bom, se a coisa esquentar muito um banho gelado dá jeito no problema! Vamos em frente Santooooosssss!!!
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